Páscoa sanfil medicina

06 de Abr de 2023

Que seja uma Páscoa saudável e feliz

A Páscoa, tal como qualquer época festiva é, habitualmente, sinónimo de excessos alimentares.
Como sabemos que há especialidades que não podem faltar numa mesa de Páscoa, sugerimos algumas técnicas simples para que tenha uma alimentação um pouco mais saudável.

Assados: Faça uma cama de legumes (que ajudará a reduzir a quantidade de gordura) e prefira o azeite.
Folares salgados: Substitua parte dos enchidos por frango.
Sobremesa: Prefira fruta. Se não conseguir resistir, opte por doces confecionados com açúcar mascavado.
Folares doces: Opte por farinha integral ou de mistura, quando preparar a massa.
Chocolate, ovos e amêndoas: prefira os que têm maior teor de cacau (+ de 70%).
Bebidas: Evite o consumo de refrigerantes, não abuse do álcool e beba muita água.

Desejamos-lhe uma Páscoa sem excessos e muito feliz!

unilabs sanfil medicina

06 de Abr de 2023

Genética médica SANFIL MEDICINA em parceria com a Unilabs

A genética médica é uma especialidade dedicada ao estudo dos genes, com vista à prevenção e diagnóstico de doenças hereditárias, que permite ajudar o paciente a compreender a natureza da sua condição genética e os riscos de transmissão, orientando para um planeamento familiar adequado.

Na área da genética médica, a SANFIL MEDICINA trabalha em parceria com a Unilabs, líder nacional em diagnóstico clínico integrado, com mais de 25 anos de experiência. Através de testes que envolvem uma simples análise de sangue ou tecido é possível identificar alterações num determinado gene ou cromossoma, permitindo, desta forma, a prevenção e diagnóstico de doenças hereditárias, cancro e outras.
Os testes de genética são sempre prescritos e realizados durante uma consulta de genética médica, disponível na Casa de Saúde Santa Filomena, em Coimbra, e no Hospital São Francisco, em Leiria.

apneia do sono sanfil

06 de Abr de 2023

Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono

A síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) é um distúrbio comum e subdiagnosticado, sendo caracterizado por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono.

Este distúrbio afecta mais homens do que mulheres devido ao factor de protecção hormonal do sexo feminino. Contudo, após a menopausa a incidência aumenta. Pessoas com excesso de peso e obesas estão mais propensas a desenvolver esta patologia respiratória. Estima-se que um milhão de portugueses sofre desta patologia, que é ainda responsável por mais de 100 mil acidentes de viação por ano, devido ao facto dos doentes adormecerem ao volante.

Os sintomas mais comuns são roncopatia, episódios de engasgamento/sufocamento durante o sono, pausas respiratórias durante o sono, hipersonolência diurna, cefaleias matinais, alterações da memória e da concentração, fadiga, irritabilidade fácil, nictúria, boca seca, diminuição da libido, despertares nocturnos e sono não reparador.

Em muitos casos, o doente não tem conhecimento dos episódios de apneia e são os familiares que se apercebem dos sintomas, especialmente durante a noite. Por esta razão, o casal ou a família do doente têm um papel fundamental na deteção de eventuais sintomas desta patologia, pois são quem deteta a existência de uma roncopatia intensa, movimentos corporais frequentes e paragens respiratórias.

Salienta-se que nem todas as pessoas que ressonam ou têm sintomatologia semelhante à descrita sofrem de apneia obstrutiva do sono, pois existem outros distúrbios e doenças que podem causar sonolência durante o dia e sono de má qualidade.

O diagnóstico é feito através de um estudo do sono, nomeadamente, por um PSG (estudo nível I – laboratório do sono) ou por um estudo cardiorespiratório (nível III - domicílio).

Em relação ao tratamento, salienta-se o suporte ventilatório noturno com pressão positiva na via aérea. Existem outras opções terapêuticas como, o tratamento posicional na SAOS posicional, através de dispositivos eletrónicos que podem ser colocados a nível torácico ou cervical e que emitem uma vibração quando o doente se encontra em decúbito dorsal, de forma a induzir uma mudança de posição. Temos ainda os dispositivos de avanço mandibular e a abordagem cirúrgica. Não menos importante, é a necessidade de alertar o doente para a perda de peso, através da dieta e exercício físico regular e evicção de álcool e sedativos.


Pedro Silva Santos
Pneumologista
Hospital São Francisco | Leiria
Clínica São Francisco | Alcobaça

ana margarida amorim dia mundial da audição sanfil

03 de Mar de 2023

​​​​​​​O Dia Mundial da Audição – a perspetiva do Otorrinolaringologista

A audição é um sentido crucial para a comunicação humana e para a interação com o ambiente ao nosso redor, tendo um papel importante na nossa saúde e bem-estar.
O Dia Mundial da Audição é comemorado, anualmente, a 3 de março, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o relatório da OMS de 2022, há 1,5 biliões de pessoas a viver com surdez a nível mundial, sendo 196 milhões europeus, e estima-se que em 2050 este número irá aumentar para 230 milhões. 80% desta população mundial pertence a países com baixo e médio rendimento, sendo que a maioria não tem acesso a nenhuma intervenção (1).
Em Portugal, dados disponíveis, publicados num relatório de 2019 pela Brunel University of London, indicam 761 mil pessoas com surdez ligeira ou superior, sendo que 502 mil não estão tratados (2).

A audição é de extrema importância ao longo de toda a vida humana. Desde o momento do nascimento a audição normal é essencial para o correto desenvolvimento infantil, para a aquisição da linguagem, desenvolvimento cognitivo e de funções como a memória, a atenção e o processamento auditivo. Problemas auditivos em crianças podem afetar a fala, a leitura, a compreensão e o desempenho académico. Portanto, manter a audição saudável e tratar qualquer problema auditivo o mais cedo possível é fundamental para preservar a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.
No adulto, que inicia o processo de envelhecimento do ouvido com uma surdez sensorioneural ligeira, a intervenção precoce também é de extrema relevância e mais ainda na população idosa. Vários estudos têm comprovado este facto.
Um estudo recente do Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, publicado na revista JAMA, em janeiro 2023, analisou 2413 participantes de residências comunitárias, metade dos quais com idade superior a 80 anos, e revelou uma relação estatisticamente significativa entre a severidade da surdez e a demência. A prevalência da demência entre os intervenientes com surdez moderada a severa era 61% superior relativamente aos participantes com audição normal. A utilização de próteses auditivas associava-se a 32% de menor prevalência de demência em 853 participantes com surdez moderada a severa (3).

Problemas auditivos em qualquer fase da vida podem afetar negativamente a qualidade de vida, causando dificuldades de comunicação, isolamento social, ansiedade e depressão.

A prevenção da perda auditiva passa por um rastreio eficaz e precoce desde os recém-nascidos e lactentes, às crianças em idade pré-escolar e escolar, população exposta a ruído ou a certos produtos químicos ou que tome medicação ototóxica e população idosa.
As intervenções atempadas asseguram que a população identificada com doença otológica e surdez possa atingir todo o seu potencial através de tratamentos médicos ou cirúrgicos, utilização de próteses ou implantes auditivos, reabilitação auditiva, emprego de tecnologia de assistência auditiva, aprendizagem de língua gestual ou serviços de legendagem.

Em conclusão, a audição e a cognição estão interligadas, e é importante manter a saúde auditiva e tratar a perda auditiva o mais cedo possível, para preservar e fomentar a capacidade do cérebro se adaptar e mudar. Esta capacidade tem um efeito positivo na qualidade de vida com redução do stress, ansiedade e depressão, melhorando a interação social, bem-estar físico, emocional e a autoestima.

1- https://www.who.int/teams/noncommunicable-diseases/sensory-functions-disability-and-rehabilitation/highlighting-priorities-for-ear-and-hearing-care [acedida em: 14.02.2023 22h]
2- https://www.hear-it.org/hearing-loss-in-europe [acedida em: 14.02.2023 22h]
3- Alison R. Huang, Kening Jiang, MH, Frank R. Lin; et al. Hearing Loss and Dementia Prevalence in Older Adults in the US. JAMA. 2023;329(2):171-173. doi:10.1001/jama.2022.20954


Ana Margarida Amorim
Otorrinolaringologista
Casa de Saúde Santa Filomena | Coimbra

rute ferreira dia mundial da audição sanfil

03 de Mar de 2023

Dia Mundial da Audição

O Dia Mundial da Audição assinala-se, anualmente, no dia 3 de Março. É celebrado desde 2007 e tem por objetivo consciencializar a população para a prevenção da perda auditiva, assim como promover cuidados de saúde auditiva. 

A audição é um dos sentidos mais importantes do Ser Humano, uma vez que é através dela que se constrói o sistema de comunicação humana.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem no mundo mais de 430 milhões de pessoas com perda auditiva incapacitante e estima-se que esse número possa crescer para cerca de 700 milhões até 2050.
Hoje em dia, estamos expostos a vários tipos de fontes sonoras (ex: uso de auscultadores, discotecas, festivais, trabalhar em locais com ruido, entre outras) que em elevada intensidade e por longos períodos de tempo podem levar a perda auditiva irreversível.
A OMS estima que mais de um bilião de adolescentes e jovens adultos está em risco de vir a ter perda auditiva, por ouvir música com volume elevado por longos períodos de tempo. Se não for diagnosticada e tratada devidamente, a perda auditiva pode ter um grande impacto em qualquer faixa etária, uma vez que dificulta o desenvolvimento da linguagem e da a comunicação, acelera a perda cognitiva e limita o acesso à educação, ao emprego e às interações sociais, levando ao isolamento social.
Neste sentido, é muito importante termos alguns cuidados no nosso dia-a-dia para protegermos a nossa audição e prevenir a perda auditiva. Alguns desses cuidados passam por evitar a exposição a sons altos por longos períodos de tempo, utilizar corretamente os protetores auditivos em caso de trabalhar em exposição ao ruído e, em caso de perda de audição, zumbidos, vertigem ou dificuldade na compreensão da fala, procurar um médico Otorrinolaringologista e um Audiologista para que possa ser feita uma avaliação e diagnóstico o mais precocemente possível.
 

Rute Ferreira
Audiologista

 

Enfarte Agudo do Miocárdio sanfil medicina

14 de Fev de 2023

Enfarte Agudo do Miocárdio

O Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) é uma das principais causas de morte em Portugal, e o seu prognóstico está diretamente relacionado com o tempo de evolução entre o início dos sintomas e o seu tratamento.
É fundamental sensibilizar a população para a identificação precoce dos sintomas sugestivos de EAM e para a necessidade de ligar imediatamente para o 112, contribuindo desta forma para reduzir o número de mortes e complicações associadas a esta patologia.

Quais os principais fatores de risco para ter um EAM?
A aterosclerose das artérias coronárias é uma doença crónica, que resulta da exposição progressiva a múltiplos fatores de risco cardiovasculares - tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes e obesidade, que interagem entre si de forma exponencial. Em casos mais raros, pode estar relacionada com alterações da coagulação, predisposição genética ou fragilidade da parede vascular.
A doença coronária é muitas vezes traiçoeira, progride de forma silenciosa e pode manifestar-se de forma inesperada, como EAM ou morte súbita.

O que é um EAM?
O EAM resulta da oclusão de uma artéria coronária (vaso cardíaco), condicionando numa fase inicial isquemia (sofrimento) reversível, que rapidamente evolui para necrose (morte) das células do músculo cardíaco irrigado por essa artéria. Neste contexto, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato do doente com EAM são determinantes para salvar o músculo cardíaco e evitar a morte das suas células, reduzindo de forma significativa a taxa de mortalidade e complicações.
Em Portugal, os doentes tendem a reconhecer os sintomas de alerta do EAM e a procurar os cuidados médicos demasiado tarde, comprometendo de forma definitiva o seu prognóstico.

Quais os principais sintomas?
A manifestação clínica mais frequente do EAM inclui a dor no peito de intensidade e duração variável, habitualmente descrita como um aperto, constrição ou peso, que em alguns casos pode estender-se para os braços, costas e pescoço e pode surgir acompanhada de suores, náuseas e vómitos. Existem formas de apresentação menos típicas, como o desmaio ou a falta de ar súbita, mais frequentes em doentes diabéticos, idosos e mulheres.

O que fazer?
Perante a suspeita de um EAM, é crucial ligar imediatamente para o número de emergência médica 112, por dois motivos essenciais: rapidez no diagnóstico e transporte em segurança para um hospital com capacidade de tratamento do EAM.
A atuação rápida do INEM, com profissionais treinados e equipados para fazer o diagnóstico de EAM em ambiente pré-hospitalar, permite o transporte direto do doente para um hospital com capacidade para realizar angioplastia primária (abertura da artéria ocluída - o tratamento de eleição do EAM), evitando a admissão em hospitais sem condições para fazer este tratamento e reduzindo drasticamente os tempos de atraso relacionados com o transporte inter-hospitalar.
Por outro lado, o transporte feito pelo INEM é mais seguro, uma vez que os profissionais estão treinados para identificar e tratar de imediato as principais complicações do EAM, nomeadamente a paragem cardiorrespiratória e a insuficiência cardíaca aguda, mais frequentes nas primeiras horas após o início dos sintomas e quase sempre fatais na ausência de um tratamento emergente.

Não esqueça: TEMPO É MIOCÁRDIO!
No caso de suspeita de Enfarte Agudo do Miocárdio, não perca tempo, ligue de imediato 112, a forma mais rápida e segura de chegar ao hospital certo, na hora certa!


Drª Sílvia Monteiro
Cardiologista, Casa de Saúde Santa Filomena e Hospital São Francisco
Cardiologista, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Gabinete de Humanização Hospitalar

doença coronária sanfil

13 de Fev de 2023

A doença coronária

A doença aterosclerótica das artérias coronárias é uma doença crónica e progressiva, que resulta da exposição a múltiplos fatores de risco cardiovasculares - tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes e obesidade, que interagem entre si de forma exponencial.
A doença coronária é muitas vezes traiçoeira, progride de forma silenciosa e pode manifestar-se subitamente, de forma dramática, como Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) ou morte súbita.

Como prevenir a progressão da doença
A adoção de um estilo de vida saudável e a adesão à terapêutica instituída constituem os cuidados primordiais no doente coronário. Para evitar a progressão e instabilização da doença coronária é fundamental fazer um controlo rigoroso de todos os fatores de risco cardiovascular.
Conheça os seus alvos terapêuticos:

  1. Deixar de fumar
  2. Níveis de colesterol LDL (mau colesterol) <55 mg/dL e redução de pelo menos 50% em relação ao nível basal
  3. Otimização do controlo glicémico (açúcar no sangue) em todos os doentes diabéticos
  4. Pressão arterial sistólica entre 120-130 mmHg (130-140 mmHg nos idosos)
  5. Dieta saudável: pobre em gorduras saturadas e açucares; rica em vegetais, peixe e fruta; pobre em sal (<5g/dia); ingestão limitada de álcool
  6. Manutenção de um peso saudável (IMC entre 20-25 Kg/m2)
  7. Promoção de atividade física
  8. Cumprimento rigoroso da medicação prescrita

Este é o momento certo para investir na sua saúde cardiovascular: faça uma avaliação dos seus fatores de risco, adote um estilo de vida saudável, tome diariamente a medicação prescrita e confirme regularmente se atingiu os valores recomendados.
Procure ajuda médica sempre que os seus fatores de risco não estejam bem controlados ou apresente sintomas de novo.

Cuide do seu coração!
Lembre-se, o EAM mata, mais vale prevenir do que remediar!


Drª Sílvia Monteiro
Cardiologista, Casa de Saúde Santa Filomena e Hospital São Francisco
Cardiologista, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Gabinete de Humanização Hospitalar

movember sanfil medicina

23 de Nov de 2022

O movimento Movember

O Movember é um evento anual que se caracteriza pelo cultivo do uso do bigode durante o mês de novembro para aumentar a consciencialização sobre questões de saúde masculina, como o cancro da próstata, o cancro do testículo e o suicídio masculino. É um portmanteau da palavra diminutiva australiano-inglesa para bigode, "mo" de moustache, e "novembro", referente ao mês em questão.
O objetivo seria uma campanha dita de rastreio, nomeadamente, uma que levasse ao rastreio oportunístico das doenças masculinas através dessa mesma consciencialização. Contudo, a falta de estudos prospetivos específicos para os cancros em questão, que mostrem o benefício desses rastreios oncológicos, e a tendência constante das redes sociais acabaram por levar esta campanha para fora do seu objetivo primário e, de certa forma, banalizar o conceito.
É, por isso, importante manter a consciência, não do mês ou do ato ou até mesmo do impacto social do mesmo, mas sim de que a saúde masculina e feminina pode, de alguma forma, ser acautelada, através de rastreios clínicos, medidas sociais e atitudes pessoais, que vão para lá do ato médico, por forma a mudar o rumo duma doença, que inevitavelmente ainda muda o rumo da vida…


Dr. João Pedro Peralta
Urologista

novembro azul sanfil medicina

15 de Nov de 2022

Novembro azul na SANFIL MEDICINA - Pelo diagnóstico precoce do cancro da próstata

Em todo o mundo, o mês de novembro é dedicado à consciencialização para a saúde do homem, com especial enfoque na prevenção e diagnóstico precoce do cancro da próstata.
Segundo a Liga Portuguesa contra o Cancro, o cancro da próstata é o mais frequente nos homens. Com base em dados da Globocan, que indicam que em Portugal, em 2020, tenham surgido 6759 novos casos de cancro da próstata, estima-se que, em 2040, esse número ultrapasse os 8200 novos casos.

O cancro da próstata apresenta, habitualmente, uma evolução lenta e os sintomas também aparecem de forma lenta. É por esse motivo que, muitas vezes, quando os sintomas aparecem, pode ser sinal de doença já avançada.
Torna-se, assim, essencial rastrear a doença para detetar o cancro numa fase precoce, permitindo avançar com tratamentos adequados, que habitualmente apresentam uma taxa de cura muito elevada.

O que é a próstata?
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, com a dimensão aproximada à de uma castanha, que se situa na pélvis, por baixo da bexiga, na frente do reto e que envolve a uretra, A sua principal função é produzir o sémen, juntamente com as vesículas seminais.

Quais os principais sintomas do cancro da próstata?
Os sintomas mais comuns a que devemos dar especial atenção manifestam-se através de perturbações ao nível da micção, nomeadamente:
     - Incapacidade em urinar;
     - Urinar frequentemente, especialmente à noite;
     - Urinar em pequenas quantidades;
     - Dor pélvica ou incontinência urinária;
     - Sangue na urina.
Além destes sintomas, há sintomas menos frequentes mas não menos importantes, como:
     - Dor frequente na parte de baixo das costas, quadris e parte alta dos músculos;
     - Dor ao ejacular;
     - Presença de sangue no sémen.

Quais os fatores de risco?
Há um conjunto de fatores de risco que estão associados a uma maior probabilidade de sofrer de cancro da próstata, como a idade, fatores genéticos, fatores hormonais e fatores ambientais.

Como funciona o rastreio?
O rastreio do cancro da próstata faz-se com exames médicos muito específicos, que permitem detetar a doença antes do aparecimento de sintomas, nomeadamente, um exame digital com palpação da próstata e análise sanguínea com marcador PSA.

Quem deve fazer um rastreio e como marcar?
É aconselhável que os homens entre os 50 e os 75 anos façam o rastreio para despistar uma eventual doença. Caso tenha um histórico familiar de cancro da próstata aconselha-se que o rastreio seja mais cedo, aos 45 anos.
Para marcar um rastreio, basta telefonar para uma das Unidades de Saúde SANFIL MEDICINA.


Fonte: Liga Portuguesa Contra o Cancro

consultas de genética sanfil medicina

15 de Nov de 2022

Consultas de Genética Médica

A genética médica é uma especialidade dedicada ao estudo dos genes, com vista à prevenção e diagnóstico de doenças hereditárias, que permite ajudar o paciente a compreender a natureza da sua condição genética e os riscos de transmissão, orientando para um planeamento familiar adequado.


Quem deve pedir uma consulta de genética?

1. Indivíduos com um estudo genético prévio, já realizado em contexto de investigação etiológica num determinado contexto de doença, em especial com um resultado positivo ou na presença de variantes de significado clínico incerto.
Estes casos devem ser orientados para uma consulta de genética, para aconselhamento genético, seja para orientação do próprio ou dos seus familiares.

2. Indivíduos saudáveis que pretendam efetuar estudos preditivos com o objetivo de aferir a probabilidade de virem a sofrer de uma doença genética com necessidade de uma vigilância clinica adequada. Estes estudos preditivos poderão prever a realização de testes pré-sintomáticos.
Por não ser um teste diagnóstico, os estudos preditivos só poderão ser realizados numa consulta de Genética Médica, com aconselhamento genético e com consentimento informado.

3. Indivíduos num período pré-concecional e pré-natal (DPN), para esclarecimento de dúvidas em situações familiares com uma causa genética, infertilidade no casal ou de abortos de repetição.
Os casais com algum grau de consanguinidade poderão fazer estudos de heterozigotia e conhecer os riscos para futuros descendentes.

4. Indivíduos que procurem esclarecimentos sobre a origem de determinadas patologias e indivíduos com história familiar de condição genética conhecida ou de uma condição frequente na família e que pretendam aconselhamento. Os exemplos mais frequentes são:
     - Perturbação do desenvolvimento intelectual, dismorfismos, anomalias congénitas, baixa estatura, surdez;
     - Cardiogenética: miocardiopatias, doenças de condução cardíaca, patologia da aorta, história de morte súbita da família;
     - Oncogenética;
     - Endocrinologia (ex: obesidade, hiperplasia congénita da suprarrenal, MODY, hipercolesterolemia familiar);
     - Patologia neurológica e neuromuscular.


Marcação de consultas de genética
Casa de Saúde de Santa Filomena, Coimbra – T 239 851 650
Hospital São Francisco, Leiria – T 244 819 300


Dra. Joana Salgado
Geneticista

sigic sanfil medicina

02 de Nov de 2022

Na SANFIL MEDICINA aceitamos o seu Vale-Cirurgia. Não espere mais.

O que é o SIGIC?
O SIGIC é o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia, responsável pela gestão do universo dos doentes inscritos para cirurgia nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde, que surgiu para dar resposta às listas de espera prolongadas para cirurgia, agilizando a transferência dos doentes inscritos para entidades privadas convencionadas.
O SIGIC foi implementado em todas as regiões de saúde, permitindo o acesso generalizado e atempado ao tratamento cirúrgico, com recurso a equipas credenciadas e a equipamentos e tecnologias adequadas, de acordo com a preferência dos utentes.

Como funciona para o utente?
Ao ser encaminhado para cirurgia num hospital público e caso não seja possível garantir a realização da cirurgia dentro do tempo de espera definido, o utente recebe um Vale-Cirurgia. Nessa altura, de acordo com a sua preferência, seja por questões de proximidade geográfica, pela equipa médica ou por qualquer outro motivo, o utente pode escolher o hospital privado convencionado com o Ministério da Saúde onde pretende que seja efetuada a sua cirurgia, e utilizar o Vale-Cirurgia, mediante marcação prévia.

A SANFIL MEDICINA e o SIGIC.
A lista de hospitais que é apresentada em cada Vale-Cirurgia é apenas uma sugestão, em nada vinculativa. Deste modo, o utente pode escolher qualquer Hospital, desde que esteja convencionado com a sua ARS.
As três Unidades Hospitalares da SANFIL MEDICINA integram a lista de hospitais privados convencionados com o Ministério da Saúde para todas as especialidades, a saber:
     - Casa de Saúde Santa Filomena, em Coimbra - convenções com a ARS do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo;
     - Hospital São Francisco, em Leiria - convenções com a ARS do Centro e Lisboa e Vale do Tejo;
     - Hospital Dom Manuel de Aguiar, em Leiria - convenções com a ARS do Centro e Lisboa e Vale do Tejo.

A equipa SIGIC da SANFIL MEDICINA (Coimbra e Leiria).
Inês Coelho, Joana Girão, Ana Madeira, Paula Queiroz, Carla Santos, Denise Fernandes, Tatiana Gonçalves e Mariana Lopes.


FAQ
Como posso usar o Vale-Cirurgia?

Pode entregar pessoalmente no secretariado do SIGIC SANFIL MEDICINA ou em alternativa contactar-nos através do número 239 851 650.

Como se processa o agendamento da cirurgia?
O secretariado do SIGIC solicita ao seu Hospital de Origem toda a documentação clínica de suporte para a realização da sua cirurgia. Após a receção desta informação será contactado para a realização de uma avaliação pré-cirúrgica, pela equipa médica, que precede o agendamento da sua cirurgia.

Qual a validade do Vale-Cirurgia?
Optando por utilizar o Vale-Cirurgia deverá respeitar o prazo de validade no canto superior direito do seu vale para efetuar a sua inscrição.

Qual o prazo para realizar a cirurgia?
A partir do momento em que o Vale-Cirurgia fica cativo, na unidade hospitalar SANFIL MEDICINA que escolher, tem um prazo máximo para realizar a cirurgia, que pode ir até aos 70 dias dependendo da sua prioridade clínica.

SANFIL cancro da mama

28 de Out de 2022

30 de Outubro – Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama

O cancro da mama é, em Portugal, cada vez mais frequente, com cada vez maior relevância pela sua prevalência. Calcula-se que, no nosso País, cada dia surjam cerca de 20 novos casos e que estes resultem na morte de 1800 mulheres por ano. Por conseguinte, torna-se cada vez mais importante a promoção de estilos de vida saudáveis, associados à prevenção e redução do risco. Estratégia fundamental na melhoria desta situação é o rastreio, uma vez que a detecção precoce é o ponto fulcral para uma mais eficaz abordagem terapêutica. Assim, torna-se imperioso que todas as mulheres cumpram as normas de vigilância indicadas pelos seus médicos e protocoladas pelas instituições de saúde, com a realização dos exames nos prazos estabelecidos, contribuindo dessa forma para uma prevenção mais eficaz.

Felizmente, muitos têm sido os avanços no tratamento desta doença, permitindo diminuir a mortalidade provocada por esta patologia e aumentar a qualidade de vida de todas as mulheres sujeitas às diversas abordagens terapêuticas. Esta melhoria ocorreu também na reconstrução mamária às mulheres que foram sujeitas a tratamentos, dos quais resultaram prejuízos estéticos. A cirurgia reconstrutiva da mama tem, hoje, recursos e técnicas que possibilitam uma reconstrução da mama apreciável.

Sabendo destes dois grandes focos de abordagem, a SANFIL MEDICINA associa-se ao Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama, promovendo a sensibilização da comunidade relativamente ao tema e lembrando que é possível fazer marcações de ecografia mamária e consulta de reconstrução mamária direccionada para mulheres em fase de reconstrução pós-cirurgia na Casa de Saúde Santa Filomena, em Coimbra, e no Hospital São Francisco, em Leiria.


Dr. Celso Cruzeiro
Médico de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética e Director Clínico da Casa de Saúde Santa Filomena

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