guia de aquecimento e de alongamntos Portugal Padel Tour sanfil medicina

09 de Fev de 2024

Guia de aquecimento e alongamentos para Padel

Antes da prática de qualquer tipo de desporto, é fundamental realizar alguns exercícios que permitam aquecer os músculos, preparando-os para cargas exigentes e precavendo eventuais lesões. De igual modo, no final da atividade física, aconselha-se a execução de alguns exercícios de alongamento, que trabalhem especialmente os músculos que foram mais ativados. Nesse sentido, deixamos-lhe uma série de exercícios de aquecimento e de alongamento, pensados especialmente para a prática de Padel.

Lembre-se que sempre que praticar exercício físico deve adequar a intensidade à sua forma física.

 

AQUECIMENTO

Os exercícios de aquecimento devem ser executados de forma suave e controlada, aumentando gradualmente a intensidade. Deve adaptar o aquecimento às suas capacidades individuais e ao ambiente, para garantir uma boa preparação.

Sugerimos que execute cada exercício durante 1 minuto.


1. CORRIDA

Corra lentamente para aumentar a circulação sanguínea e elevar a frequência cardíaca.
 


2. DESLOCAMENTOS LATERAIS COM SALTOS
Execute deslocamentos laterais rápidos no campo, adicionando saltos curtos, para aquecer os músculos das pernas e melhorar a agilidade.
 


3. DESLOCAMENTOS LATERAIS COM MUDANÇA DE DIREÇÃO
Execute deslocamentos laterais rápidos pelo campo, adicionando mudanças de direção para simular os movimentos exigidos durante o jogo.
 


4. SALTOS COM ROTAÇÃO DE TRONCO
Salte no mesmo sítio, adicionando uma rotação do tronco a cada salto, para aquecer os músculos do tronco e melhorar a mobilidade.
 


5. AGACHAMENTOS COM TOQUE NA REDE
Execute agachamentos, tocando com a mão na parte superior da rede entre cada repetição, para aquecer os músculos das pernas e melhorar a flexibilidade.
 


6. TOQUES RÁPIDOS BOLA-VIDRO
Efetue toques rápidos de bola contra o vidro, alternando pancadas de direita e de esquerda, para melhorar a coordenação olho-mão e aquecer os músculos.

 

ALONGAMENTOS

Os exercícios de alongamento devem ser executados de forma suave, sem forçar demasiado.
Os alongamentos ajudam a melhorar a flexibilidade, reduzir o risco de lesões e melhorar o desempenho geral. Ajuste a intensidade de cada exercício às suas necessidades e limitações pessoais.

Sugerimos que mantenha cada posição durante cerca de 15 a 30 segundos.


1. ALONGAMENTO DE PESCOÇO
Incline a cabeça suavemente para um lado, mantendo a posição por alguns segundos.
Repita para o outro lado.
 


2. ALONGAMENTO DE OMBROS
Com o braço esquerdo, puxe suavemente o braço direito sobre o peito.
Repita com o outro braço.
 


3. ALONGAMENTO DE BRAÇOS
Estenda o braço direito para a frente, com a mão esticada a apontar para cima, e com a mão esquerda provoque a extensão do pulso na direção do corpo. Repita com a mão a apontar para baixo e depois com o outro braço.
 


4. ALONGAMENTO DE TRÍCEPS
Levante o braço direito sobre a cabeça, dobre o cotovelo por forma a alcançar as costas com a mão. Ajude a forçar o cotovelo com a mão esquerda. Repita com o outro braço.
 


5. ALONGAMENTO DE QUADRÍCEPS
Dobre o joelho direito e segure o tornozelo, trazendo o calcanhar em direção às nádegas. Repita com a outra perna.
 


6. ALONGAMENTO DE ISQUIOTIBIAIS
Sente-se com as pernas estendidas e incline-se para a frente, alcançando os pés.
 


7. FLEXÃO DE TORNEZELOS
Sente-se com as pernas estendidas e flexione os tornozelos para cima e para baixo.
 


8. FLEXÃO PLANTAR
De pé, incline-se para frente, tentando tocar com as mãos nos dedos dos pés. Se necessário, dobre levemente os joelhos.

 

bronquite crónica e bronquite aguda

30 de Jan de 2024

Bronquite – tudo o que deve saber

Existem dois tipos de bronquite, a bronquite aguda e a bronquite crónica, e tanto uma, como outra, traduzem inflamação das vias aéreas, provocando o seu estreitamento, dificultando a respiração e originando sintomas como tosse.
A bronquite aguda dura normalmente entre 1 a 3 semanas, enquanto que na bronquite crónica, os sintomas prolongam-se ao longo de, pelo menos, três meses e em dois anos consecutivos.
 

Causas e sintomas
A bronquite aguda surge, geralmente, na sequência de uma infeção viral, e os principais sintomas são tosse, que se vai intensificando cada vez mais, expetoração e falta de ar. A febre não faz parte do quadro habitual de bronquite aguda, no entanto pode preceder o início da bronquite em contexto de infeção vírica. 
Além desses, podem ainda surgir outros sintomas, como dor de garganta, corrimento nasal, cefaleias, dores musculares e fadiga, sendo que a tosse é o mais comum.
Já no que diz respeito à bronquite crónica, os sintomas demoram anos a desenvolver-se e inicialmente são bastante ligeiros, começando pela tosse crónica - catarro do fumador. Mais tarde, os doentes começam a sentir falta de ar ao realizar tarefas simples do dia a dia. A sua principal causa é o tabagismo, que é o responsável por 90% dos casos de bronquite crónica que surgem. Porém, a inalação de fumos das lareiras e a exposição prolongada a gases e poeiras também podem levar a esta condição.
 

Prevenção
A vacinação sazonal da gripe é fundamental para prevenir agravamentos da doença, no caso da bronquite crónica, e também para prevenir a bronquite aguda. Existem vacinas específicas para os grupos de risco, nomeadamente para aqueles que já têm bronquite diagnosticada, e que devem ser discutidas, quer com o médico de medicina geral e familiar, quer com o pneumologista assistente. Nas épocas de maior carga de doença na população o uso de máscara é recomendado.
No caso da bronquite crónica, parar de fumar é essencial para atingir uma melhor qualidade de vida, com mais saúde. Além disso, há que evitar, sempre que possível, o contacto com produtos químicos, pó ou outras substâncias tóxicas.
 

Tratamento
Na bronquite aguda, normalmente, o tratamento é de suporte, podendo ser usados medicamentos para controlar a febre, para melhorar a respiração, como broncodilatadores, que facilitam a passagem do ar e, em alguns casos, pode ser necessário administrar antibiótico.
Na bronquite crónica, a medicação crónica é fundamental e deve ser mantida mesmo quando o doente não tem sintomas, pois garante-lhe mais tempo livre de doença. Em caso de agravamento, deve ser sempre observado pelo médico assistente, seja um médico de família, ou um pneumologista, para, eventualmente, ajustar a medicação dos inaladores e prescrever antibióticos ou outra medicação adequada.

gripe: sintomas, prevenção e tratamento

30 de Jan de 2024

Gripe: sintomas, prevenção e tratamento

A Gripe e a Constipação são muitas vezes confundidas, no entanto, os vírus que as provocam são diferentes, assim como os sintomas e a sua intensidade.
A gripe é provocada pelos vírus de influenza, enquanto a constipação é causada por outros vírus respiratórios, como o rinovírus e parainfluenza. A transmissão de ambas é semelhante, uma vez que acontece por via aérea, através de pequenas gotículas expulsas quando a pessoa infetada tosse, espirra ou fala.


Sintomas
No que diz respeito aos sintomas, a gripe confere um quadro mais severo ao doente, deixando-o mais cansado e abatido do que a constipação. A rapidez com que os mesmos se manifestam também é diferente, sendo mais repentinos na gripe do que na constipação.  
Os sintomas mais comuns da gripe são:
- Mal-estar
- Dores musculares
- Dor de cabeça
- Febre  
- Tosse
- Cansaço
- Inflamação na garganta

Os sintomas mais comuns da constipação são:
- Espirros
- Dor de garganta
- Tosse
- Obstrução nasal
- Comichão e vermelhidão no nariz


Prevenção e transmissão
A gripe transmite-se essencialmente de pessoa para pessoa, como a maior parte dos vírus respiratórios através de espirros, tosse ou do contacto com superfícies infetadas, como maçanetas. Geralmente, o período de transmissão inicia-se nas 24 horas anteriores ao momento em que os sintomas se começam a fazer sentir.
Para prevenir, a vacinação é crucial e esta deve ser feita por todos, mas em especial pelos grupos de risco, no início da época gripal. Dos grupos de risco fazem parte as crianças, grávidas, pessoas idosas, pessoas com doenças crónicas (como diabetes), doenças respiratórias, doenças cardíacas ou doença renal.
Para evitar a  transmissão há que colocar em prática a etiqueta respiratória: tossir para o cotovelo, lavar as mãos, usar máscara e evitar espaços fechados com muita gente.


Tratamento
Tanto a gripe como a constipação carecem de muito repouso e ingestão de líquidos para serem tratadas. Além disso, pode ser necessário fazer algum tipo de medicação para aliviar as dores e baixar a febre.
A gripe é uma doença de curta duração, que permanece habitualmente por 2 a 4 dias, pelo que a persistência dos sintomas ou agravamento dos sintomas, como falta de ar, febre alta que não cede e dores musculares intensas, devem fazer com que procure ajuda médica especializada.


O Serviço de Atendimento Permanente da SANFIL MEDICINA está disponível para casos de doença repentina. Marque a sua consulta aqui.

 

 

 

 

consulta de oncologia

02 de Nov de 2023

Sabe quando recorrer à consulta de Oncologia?

O “segredo” do sucesso nesta área da Medicina baseia-se na intervenção precoce (controlo de fatores de risco e hábitos de vida que podem concorrer com o aparecimento de cancro) e na deteção do cancro em fases iniciais, em que a possibilidade de cura é maior.
O rastreio sistemático organizado do cancro da mama, cólon e reto, e colo do útero permitiu reduzir a taxa de mortalidade nestas patologias.

O que é?
A Oncologia Médica é a especialidade que diagnostica e trata a grande maioria das doenças oncológicas. As equipas desta especialidade agilizam a sua abordagem recorrendo ao apoio de especialidades de diagnóstico, como a Imagiologia, e de especialidades médico cirúrgicas, para uma abordagem coordenada, humana e adequada a cada doente.

Quando é que deve recorrer à consulta de oncologia?
- Se procura orientação quanto a hábitos alimentares saudáveis para tentar prevenir o aparecimento do cancro;
- Quando apresentar sintomas que levantem a suspeita de cancro, como por exemplo, perda de peso, sangue nas fezes, na urina, no corrimento vaginal ou na saliva;
- Para tratamentos, quando já tiver o diagnóstico de cancro confirmado;
- Se procura uma segunda opinião quanto à orientação diagnóstica e/ou terapêutica da sua situação oncológica.

 

Teresa Carvalho
Médica Oncologista
Clínica São Francisco | Pombal

Marmitas e lanches saudáveis Sanfil

15 de Out de 2023

Marmitas saudáveis

As marmitas saudáveis, são sem dúvida, um bom hábito e uma forma de reaproveitar refeições e poupar, pois pode cozinhar uma dose extra a contar com o almoço do dia seguinte.  Devem ser planeadas, mas tudo será tempo ganho.

Na organização da marmita deve ter em atenção as quantidades e as indicações da Roda dos Alimentos, de forma a garantir uma alimentação completa, equilibrada e variada: metade deve ser constituída por hortícolas cozidas ou cruas, um quarto por proteínas (carne, peixe, ovos…) e um quarto por hidratos de carbono (arroz, massa, batatas, leguminosas…) e assim consegue evitar a monotonia alimentar.

Sugestões de almoços saudáveis para levar na marmita:
- 1 bife de frango ou peru com batata doce + legumes salteados
- Sopa de espinafres + 1 omelete de legumes com arroz + salada de alface e cenoura ralada
- Filetes de pescada no forno com arroz de grelos + cenoura ralada
- Sopa de feijão verde + bacalhau no forno com batata e couve-lombarda
- Salmão grelhado com quinoa e brócolos
- Frango estufado com massa + legumes no forno ou salada (alface com tomate)

Sugestões de lanches saudáveis para levar na marmita (meio da manhã):
- Iogurte líquido magro (160g) + pera (160g)
- Iogurte sólido magro (125g) + Flocos de aveia (35g)

Sugestões de lanches saudáveis para levar na marmita:
- Tostas de trigo integrais (25g) + queijo fresco (50g) + kiwi (160g);
- Meio pão de mistura* (25g) + queijo de barra magro (20g) + 1 peça de fruta
- Meio pão de mistura* (25g) + 1 pacote de leite magro (200ml) ou 1 iogurte sólido de aromas magro + 1 peça de fruta

Além destas sugestões pode incluir nos lanches:
- Frutos secos ao natural (nozes, avelãs, amêndoas);
- Vegetais cortados (cenoura crua, rabanetes, pepino, tomate cherry)
- Outras Frutas (maçã, ananás, morangos, mirtilos, framboesas, banana, uvas, romã)

* De vez em quando, pode substituir o pão por duas ou três bolachas simples e sem recheio.


Ana Guerra
Dra.
Ana Guerra
Nutricionista Especialista em Nutrição Clínica
Hospital São Francisco | Leiria
Clínica São Francisco | Alcobaça e Pombal

 

Dependência Digital na Saúde Mental sanfil

09 de Out de 2023

A Dependência Digital na Saúde Mental…

As duas últimas décadas têm sido marcadas por um enorme desenvolvimento na área da comunicação e das tecnologias (internet, televisão, smartphones, tablets e computadores). A emancipação das novas tecnologias veio revolucionar e impactar o nosso dia-a-dia, alterando as nossas vidas de inúmeras formas ao permitirem uma célere e melhor comunicação, acessibilidade à informação, lazer, educação, etc.

Apesar de existirem, inegavelmente, aspetos positivos com este desenvolvimento tecnológico, não podemos deixar de salientar os negativos e as consequências dele advindas para a saúde mental nas nossas crianças/adolescentes as quais, muitas das vezes, se estendem para a adultícia.

De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, uma adição apresenta-se como uma doença cerebral que se manifesta pelo uso compulsivo/abusivo de substâncias. Habitualmente, os comportamentos aditivos estão associados a algo que, num primeiro momento, proporciona uma sensação de bem-estar e, como tal, torna-se algo desejável para o sujeito. Porém, a perda de controlo e a dependência impulsionam-no/transportam-no para o campo do vício/adição.  

As tecnologias comprometem o bom desenvolvimento cognitivo e da linguagem, colocam em causa o bom desempenho escolar, comprometem o desenvolvimento da linguagem, da motricidade global e fina, limitam a interação social, potenciam o cyberbullying, assim como contribuem para alterações ao nível do funcionamento executivo (défice de atenção), do comportamento - perturbações de oposição e desafio, fúrias e birras severas que, no limite, podem conduzir à instauração de situações jurídicas complexas.  

Concomitantemente, as adições digitais podem potenciar quadros de distúrbio do sono, dado que a exposição exagerada aos ecrãs levam a uma diminuição da melatonina no nosso cérebro, o que justifica que deva ser evitada a exposição aos ecrãs uma hora antes da estipulada para se ir para a cama; perturbações alimentares (obesidade infantil, etc); nomofobia (angústia e medo de ficar sem um aparelho de comunicação móvel); entre muitas outras severas implicações na saúde física e mental do individuo e da tranquilidade familiar com quem o mesmo coabita.

As intervenções e soluções podem passar por uma série de medidas, as quais visam ajudar a reduzir esta grave problemática, como por exemplo: a boa educação digital - utilização responsável monitorizada pelos pais e/ou educadores; a envolvência da escola e da sociedade na dita educação digital; promoção de atividades ao ar livre; a implementação de softwares de controlo parental; a comunicação e a escuta ativa e sem julgamento dos menores - disponibilizar o tão precioso tempo que nos dias de hoje é extremamente escasso, etc.

Por último, se os menores ou adultos em questão padecerem desta dependência tecnológica e não conseguirem ultrapassar a mesma, deverá ser ponderado o recurso a especialistas em saúde mental o quanto antes. O tempo será o nosso melhor aliado tanto para o paciente como para tutores e famílias!


Dr Alexandre Pena
Alexandre Pena, CP- 456

Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Especialista em Psicologia da Justiça
Clínica São Francisco | Pombal

dia nacional do farmacêutico sanfil medicina

26 de Set de 2023

Dia Nacional do Farmacêutico

No dia 26 de setembro assinala-se o Dia Nacional do Farmacêutico, homenageando todos os farmacêuticos e a profissão farmacêutica, crucial na sociedade e nos seus sistemas de saúde.

Os farmacêuticos, com o espírito de missão, a ética profissional e a multidisciplinariedade que os carateriza, exercem a sua atividade em distintas áreas, desde as análises clínicas à investigação e produção, passando pelo acesso ao medicamento e dispositivos médicos, à logística, distribuição e dispensa dos mesmos.
O farmacêutico é, ainda, responsável pelo cumprimento das boas práticas e requisitos legais inerentes a todas estas atividades, procurando garantir a segurança, qualidade e eficácia nos vários processos, tendo sempre como objetivo primordial o cidadão, o cliente, o doente.

Esta diversidade evidencia as competências técnicas, científicas e humanas, bem como a abrangência e o dinamismo da profissão farmacêutica.

Assim, também na SANFIL MEDICINA, os serviços farmacêuticos dão suporte e contribuem para a excelência dos serviços prestados à comunidade. Eles são os responsáveis por todo o circuito do medicamento e de todos os produtos indispensáveis ao tratamento e bem-estar de todos a quem prestamos cuidados de saúde. É em prol destes e em articulação com os demais profissionais de saúde, que diariamente nos empenhamos em fazer mais e melhor.

Com o compromisso, responsabilidade e dedicação por que se pautam no exercício da profissão, os farmacêuticos continuarão, certamente, a estar à altura dos desafios e a sociedade continuará a confiar e a contar com estes profissionais, que, neste dia, estão de parabéns!

 

dra inês pimentel

 

 

 

 

 

 

Inês Pimentel
Diretora Técnica e Responsável pelos Serviços Farmacêuticos da Casa de Saúde Santa Filomena | Coimbra

Dia Mundial da Fisioterapia sanfil

08 de Set de 2023

Dia Mundial da Fisioterapia

O Dia Mundial da Fisioterapia, comemorado a 8 de Setembro, visa alertar para a contribuição crucial da Fisioterapia na reabilitação e promoção da saúde física e mental, para que a pessoa possa ter um papel ativo e participativo no ambiente social e profissional em que se insere.

A Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas afirma categoricamente que “todas as pessoas com deficiência ou incapacidades múltiplas devem ter acesso a cuidados de reabilitação”. A SANFIL MEDICINA reúne, nos seus hospitais, equipas de reabilitação com Médicos Fisiatras, Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais e Terapeutas da Fala que, de forma multidisciplinar, trabalham com esse objetivo em mente.

A Medicina Física e de Reabilitação destaca-se pela visão do utente como um todo, com o objetivo de aumentar a qualidade de vida do indivíduo com patologia médica incapacitante, ou outras doenças que necessitem de alívio ou resolução. Pretende manter, aumentar e, se possível, restaurar na totalidade as capacidades físicas e autonomia dos doentes.

A Fisioterapia é uma ciência aplicada, cujo objeto de estudo é o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas suas alterações patológicas, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, com o objetivo de preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade do órgão, sistema ou função.

No ano de 2023 destaca-se o papel da Fisioterapia na prevenção da artrite, como por exemplo a artrite reumatóide e a espondilartrite axial. Estas patologias são vulgarmente acompanhadas de quadros de dor, rigidez, limitação da mobilidade da coluna, expansão do tórax, sacroilíacas...

A reabilitação nestas patologias tem como objetivos gerais:
- O alívio da dor e da rigidez articular;
- A manutenção/ganho de mobilidade, força muscular e estabilidade articular;
- A prevenção de deformidades e a reeducação de posturas;
- A maximização do estado funcional;
- A independência em atividades do quotidiano;
- A reintegração sócio-familiar.

O Serviço de Medicina Física e de Reabilitação das unidades de saúde SANFIL MEDICINA trata doentes em regime de internamento e de ambulatório. Possui cabines de tratamento individuais, um setor de hidroterapia segmentar e um ginásio totalmente equipado.

Desta forma, a reabilitação assume uma perspetiva abrangente, multidimensional e multiprofissional, voltada para a recuperação e bem estar biopsicossocial do indivíduo.

 

Marisa Violante
Marisa Violante
Médica Fisiatra
Diretora Técnica do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital São Francisco, | Leiria
 

cuidados de saúde oral no regresso às aulas

28 de Ago de 2023

Cuidados de saúde oral em época de regresso às aulas

O regresso às aulas é um dos períodos mais importantes do ano, tanto para pais como para as crianças e, por isso, deve ser preparado da melhor forma possível. Os cuidados de saúde e, em especial, a saúde oral não devem ser descurados.

Antes do arranque do ano letivo, a criança deverá visitar o seu médico dentista para garantir que os dentes e as estruturas anexas da cavidade oral não carecem de nenhum tratamento ou, caso exista alguma anomalia, para que esta seja tratada com a maior brevidade possível.

Os cuidados de higiene oral devem ser reforçados e as crianças estimuladas para que a escovagem dentária seja parte da sua rotina diária.

Escovar os dentes no mínimo duas vezes ao dia, com escova e pasta de dentes com uma quantidade de flúor adequada a cada idade, é essencial.

Além disso, a alimentação também representa um papel importante. Manter uma alimentação saudável, nomeadamente nos snacks e lanches que as crianças consomem, também se torna essencial. Deverá ser privilegiado o consumo de frutas, vegetais e água, e diminuída a quantidade de alimentos processados e de "açúcares" refinados, com o potencial de acelerarem o aparecimento de cáries dentárias.

A cárie dentária é uma das principais doenças que afeta as crianças e os jovens, sendo responsável por provocar quadros de dor e infeções. Resultando ainda em faltas à escola, falhas de concentração nos estudos e no absentismo laboral dos pais. Assim, a aposta em cuidados de prevenção e/ou tratamento precoce torna-se extremamente importante.


Frederico Gomes
Médico Dentista Generalista
Clínica São Francisco | Pombal

alimentação de verão

29 de Jun de 2023

Alimentação de verão

Verão rima com calor, praia e refeições frescas e práticas. Fique a conhecer dez recomendações para manter uma alimentação saudável e adequada  a esta altura do ano.

1. Tente manter a rotina e horários das refeições.

2. Planeie as suas refeições.
Se não tiver nada preparado é mais provável que faça más escolhas alimentares e recorra a refeições prontas a consumir altamente processadas. Existem refeições cuja preparação é mais rápida e simples como as saladas, as omeletes, as sandes ou os wraps.

3. Nas refeições fora de casa, prefira as de confeção mais simples e sem adição de molhos, como os grelhados.

4. Abuse nos legumes.
As saladas, tal como os wraps e as sandes, são refeições fáceis de transportar. Certifique-se que inclui legumes, cereais integrais e fontes proteicas - ovos, atum, frango, etc.

5. Mesmo com o calor, inclua sopa nas refeições principais.
São uma boa forma de hidratação, podendo optar por sopas frias como o gaspacho.

6. Prefira os alimentos da época.
A sardinha, o carapau, o melão, a melancia, o feijão verde ou o tomate.

7. Gelados e outros doces são para consumir com moderação.
Escolha fruta como sobremesa de eleição. Experimente triturar uma banana congelada com outra peça de fruta à escolha. Fica com um ótimo gelado!

8. Opte por snacks mais saudáveis como: iogurtes, queijos brancos, palitos de cenoura, fruta, tortilhas, frutos secos e tremoços.
Evite o consumo de snacks como: chocolates, batatas fritas, bolachas açucaradas e bolos.

9. Aposte em alimentos ricos em vitamina A.
Seja o damasco, a cenoura, o tomate, o pimento, a abóbora, a beterraba, a manga ou até a batata-doce, todos estes alimentos são ricos em vitamina A. Esta contribui para a produção de melanina e permite um bronzeado mais bonito e duradouro.

10. Mantenha-se sempre bem hidratado.
Prefira a água e as infusões sem adição de açúcar. Pode aromatizar a sua água de forma natural com limão, laranja, lima, frutos vermelhos, canela ou hortelã. Evite as bebidas açucaradas e as bebidas alcoólicas. 


Ana Daniela Mendes
Nutricionista
Casa de Saúde Santa Filomena | Coimbra

Dia Mundial da Higiene das Mãos

05 de Mai de 2023

Dia Mundial da Higiene das Mãos

Ao longo dos anos a correta higiene das mãos tem adquirido uma importância crescente, sendo atualmente considerada uma medida fundamental nos cuidados de enfermagem, em particular, e nos cuidados de saúde em geral. «Esta prática simples de fazer a higiene das mãos é capaz de salvar oito milhões de vidas por ano» a nível mundial, evitando infeções e reduzindo a transmissão de micróbios de pessoa para pessoa, explicou o Diretor do Programa de Prevenção e Controle de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA).

Com a recente pandemia de Covid-19 a importância da adequada higiene das mãos foi muito valorizada, tendo-se verificado um aumento significativo da adesão a esta prática por parte dos profissionais de saúde. Aspeto que devemos manter, e reforçar, dentro das nossas unidades de saúde e junto dos colaboradores. Mas também transpor para os nossos utentes e publico em geral, sendo estes elos fundamentais na manutenção desta cultura de segurança, que se deve concretizar em vários momentos do nosso dia a dia:

  • Higienização das mãos sempre que se entra no local de trabalho;
  • Higienização das mãos antes e após as refeições;
  • Higienização das mãos antes e após utilização dos sanitários;
  • Higienização das mãos após espirrar ou tossir, mantendo a etiqueta respiratória;
  • Higienização das mãos nos cinco momentos - antes do contacto com o utente; antes de contacto com limpos ou asséticos; após exposição a fluidos orgânicos; após contacto com o utente; após contacto com o ambiente do utente.

Salve vidas - higienize as suas mãos (OMS, 2023).


Joana Cordeiro
Enfermeira Chefe do Internamento
Casa de Saúde Santa Filomena | Coimbra

Dr. Carlos Loureiro, Imunoalergologista sanfil

27 de Abr de 2023

O que são alergias?

As alergias são reacções exageradas do sistema imunológico a substâncias comuns que normalmente não causariam uma resposta em pessoas não alérgicas. Essas substâncias são chamadas de alergénicos e podem ser encontradas no empoeiramento doméstico, pêlos de animais, em pólenes, em alimentos, medicamentos e produtos químicos, por exemplo.
Quando uma pessoa alérgica é exposta a um alérgeno, o sistema imunológico reage exageradamente com alterações inflamatórias que vão dar início aos sintomas, com graus variáveis de gravidade, como erupções cutâneas, comichão, espirros, tosse, edema, dificuldade em respirar, náuseas e diarreia.
Além dos factores ambientais que desencadeiam a resposta inflamatória característica da alergia, existem também factores genéticos que predispõem para a alergia. Assim, é desta interacção entre a genética e o ambiente que surgem as doenças alérgicas.

Os alergénicos mais prevalentes em ambiente “indoor” são os ácaros e os animais domésticos.
Os ácaros são da família dos aracnídeos e existe uma multiplicidade de espécies, muitas delas com repercussão ainda mal conhecida na saúde.
Os principais ácaros presentes no empoeiramento doméstico são o Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae e mais recentemente o Lepidoglyphus destructor, um ácaro de armazenamento, inicialmente mais prevalente em locais de armazenamento de alimentos, como cereais e farinhas, mas que nos dias de hoje se tem identificado frequentemente no pó de habitações e tem um grande poder alergisante.
O número de ácaros presente no pó doméstico depende de três factores principais que são a temperatura (entre os 20º e 30ºC), a humidade (superior a 60%) e a disponibilidade de alimentos (partículas resultantes da descamação da pele humana e dos animais domésticos, fungos e outros produtos orgânicos presentes no empoeiramento doméstico).
Estes factores, quando optimizados, favorecem o crescimento de ácaros, o que tem repercussão no aparecimento de sintomas.
Outro factor que também favorece o crescimento de ácaros é a baixa altitude.

No interior das habitações os animais de estimação, gato e cão fornecem os principais alergénicos que estão presentes no pêlo e caspa/detritos de pele, mas também na urina e saliva. Por vezes, outros animais domésticos como hamsteres podem ser os responsáveis de alergia.

Os fungos, sobretudo em habitações com infiltrações e humidade, são também uma fonte de alergénicos a considerar.

Os pólenes são os alergénicos mais importantes do ambiente exterior, que provocam sintomas de doença alérgica.
São estruturas microscópicas encontradas nas plantas, que contêm as células reprodutivas masculinas, sendo responsáveis pela polinização das flores e pela transferência do material genético masculino para o óvulo da flor, o que leva à produção de sementes e frutos.
Os grãos de pólen são produzidos pelas anteras das flores masculinas e são dispersos pelo vento, água, animais ou insetos para alcançar o estigma. Variam em tamanho, forma e textura, e são característicos de cada espécie vegetal, o que permite que sejam usados para identificar plantas e estudar a ecologia das espécies vegetais.
Cada espécie vegetal tem um período de polinização específico, que pode variar de acordo com a região geográfica, clima, altitude e outras condições ambientais. Algumas plantas têm um período de polinização curto, de apenas alguns dias ou semanas, enquanto outras podem ter um período de polinização mais longo, que dura meses. Também, a época de polinização pode variar entre plantas de espécies diferentes que crescem na mesma região. Por exemplo, algumas espécies de plantas podem florescer na primavera, enquanto outras podem florescer no verão ou no outono. É importante conhecer o período de polinização de uma determinada espécie de planta de modo a poder estabelecer uma correlação entre o período de polinização e o aparecimento de sintomas e, assim, implementarem-se medidas de prevenção. Os pólenes que mais frequentemente provocam alergias são os de gramíneas, oliveira, plátano, parietária, artemísia, plantago e chenopodium.

Os alergénicos alimentares são substâncias presentes em determinados alimentos que desencadeiam uma resposta imunológica anormal em algumas pessoas, conhecida como alergia alimentar. Os alimentos que mais frequentemete provocam alergias são o leite, ovo, amendoim, nozes, peixes, mariscos, trigo e soja. No entanto, muitos outros alimentos podem causar alergias.
Embora a alergia alimentar seja mais frequente em crianças, pode surgir em qualquer idade.

Os alergénicos de medicamentos são substâncias químicas presentes nos medicamentos e podem desencadear uma reacção alérgica em algumas pessoas, que se denomina alergia a medicamentos. Os mais frequentes estão presentes em antibióticos, anti-inflamatórios, anestésicos e agentes quimioterápicos, entre outros.
Estes alergénicos de medicamentos podem ser alergisantes em pessoas sensibilizadas e desencadearem reacções alérgicas com graus variáveis de gravidade e sintomatologia diversa como urticária, angioedema, dificuldade respiratória, anafilaxia e nos casos extremos podem provocar a morte.

Os alergénicos de insectos são proteínas presentes no corpo ou nas fezes dos insectos, que podem desencadear reacções alérgicas em algumas pessoas. Os insectos que mais frequentemente causam reacções alérgicas incluem baratas, abelhas, vespas, formigas e mosquitos.

As reacções alérgicas podem ser locais com edema e rubor na pele da zona da picada, comichão e dor, que causam incomodo mas são de pouca gravidade, e reacções sistémicas, em que os sinais e sintomas são generalizados, com manchas na pele em todo o corpo, tosse, dificuldade em respirar, sensação de aperto na garganta, vómitos, diarreia, ou mesmo anafilaxia.
Existem várias doenças alérgicas que afectam diferentes partes do corpo e podem ter sintomas variados. Algumas das principais doenças alérgicas são a rinite alérgica, asma brônquica, dermatite atópica, urticária, anafilaxia, alergia alimentar, alergia a medicamentos e a venenos.
O diagnóstico de alergia envolve uma avaliação completa da história clínica e exame físico. A confirmação da existência de uma alergia é efectuada através da realização de testes cutâneos. Existem três tipos de testes cutâneos.
Testes por picada, em que se aplica uma gota do alergénio sobre a pele do braço e se realiza uma picada leve, com uma lanceta, sobre cada gota. São positivos se surgir uma pápula no local da picada ao fim de 15 a 20 minutos. Estes testes são muito utilizados e muito úteis para o diagnóstico de alergias respiratórias, alergias alimentares, alergias a medicamentos e alergias a veneno de himenópteros.
Os testes intradérmicos consistem numa injecção intradérmica de uma pequena quantidade do medicamento diluído, ou do veneno de himenóptero diluído, com aumentos progressivos da concentração até se atingir uma concentração máxima não-irritativa.
A leitura é realizada aos 15-20 minutos para uma reacção imediata, ou nos dias seguintes no caso de se avaliar uma reacção tardia.
De salientar que estes testes podem desencadear uma reacção generalizada pelo que deverão ser realizados apenas por profissionais com experiência e em meio hospitalar. Estes testes são um pouco mais dolorosos, mas também podem ser realizados em qualquer idade, dependendo da tolerância individual.
Nos testes epicutâneos aplicam-se uns adesivos nas costas permanecendo durante 48 horas.
A leitura destes testes é feita ao fim de 48 horas, podendo, em casos selecionados, a leitura ser diferida às 72 ou 96 horas.
Estes tipos de teste são bastante úteis para o estabelecimento etiológico de dermatites de contacto alérgicas e algumas reacções tardias a medicamentos.
O risco destes testes é muito baixo, mesmo em doentes com história de reacções graves aos medicamentos.
Podem também ser efectuadas análises ao sangue para medir a quantidade de anticorpos IgE produzidos em resposta a um alérgeno específico no sangue do doente. Esses testes são especialmente úteis para doentes que não podem fazer testes cutâneos, como aquelas que tomam medicamentos que podem interferir nos resultados.
Outros testes são os de provocação para determinar se um doente é alérgico a um alérgeno específico. O doente é exposto ao alérgeno suspeito numa quantidade controlada para observar se ocorre uma reacção alérgica.

O diagnóstico de alergia é importante para que o doente possa evitar os alergénicos desencadeantes e poder efectuar um tratamento adequado.
O tratamento das doenças alérgicas depende do tipo e gravidade dos sintomas apresentados pelo doente.
Genericamente, alguns dos princípios orientadores incluem, desde logo, a implementação de medidas de evicção dos alergénicos responsáveis pela alergia, o que pode envolver medidas específicas de acordo com cada alérgeno. Evitar a ingestão ou contacto com determinados alimentos, manter a habitação livre de poeira, manter animais de estimação fora de determinados zonas e evitar a permanência ao ar livre quando os níveis de pólen estiverem altos, são alguns exemplos.
Os medicamentos para alergias destinam-se a aliviar os sintomas da alergia e também são usados para controlo de fundo, evitando que surjam de novo os sintomas.
A imunoterapia especifica, também conhecida como "vacina contra alergia", é usada para modificar a resposta exagerada do sistema imunitário aos alergénicos em causa. Envolve a exposição gradual do doente a quantidades crescentes de alergénicos para ajudar o organismo a desenvolver tolerância.
A administração de adrenalina pode e deve ser utilizada de emergência para tratar reacções alérgicas graves, como anafilaxia. É importante que as pessoas com alergias graves, como a alergia ao veneno de himenopteros, tragam consigo uma “caneta“ de adrenalina e saibam como usá-la corretamente.

O tratamento para as alergias pode ser altamente eficaz para o controlo dos sintomas e para melhorar a qualidade de vida do paciente.


Dr. Carlos Loureiro, Imunoalergologista
Hospital São Francisco | Leiria
Clínica São Francisco | Pombal

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